Angela Albino

Angela Albino (PCdoB)

Número: 65

Coligação: Avança Florianópolis (PRB / PT / PR / PRP / PC do B / PT do B)

Site: www.angelaalbino65.com.br

Histórico: Bacharel em Direito, técnica em Enfermagem, servidora pública da Justiça do Trabalho, Angela foi vereadora em Florianópolis de 2004 a 2008. Concorreu à prefeitura de Florianópolis em 2008, ficando em quarto lugar. Em 2006, foi a primeira suplente de sua coligação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, assumindo entre 2009 e 2010. Em 2010, foi eleita de vez deputada estadual.

A candidata e a bicicleta

Ainda em 2008, quando concorreu à Prefeitura Municipal de Florianópolis, foi o primeiro concorrente do Executivo a responder a Carta de Compromisso firmada com a ViaCiclo, com escrita fluente e coerente.

Em 2009, quando já não ocupava posto na ALESC, apareceu na palestra “Bicicletários – O Resgate do Espaço Público”, marcando presença num tempo de transição do cicloativismo em Florianópolis.

Em 2011, participou da Bicicletada do Bigode, a primeira das manifestações seguidas da Massa Crítica de Florianópolis que reivindicava ciclovia na ampliação da SC-405, no Rio Tavares.

No mesmo ano, apresentou emenda à proposta do Plano Plurianual (PPA) 2012/2015 de R$ 300 mil para “elaboração de projeto de implantação de ciclovias em Florianópolis”.

Propostas para Florianópolis

A inserção da bicicleta no Plano de Governo de Angela Albino está sendo coordenada por Anselmo Döll (PR). Houve ao menos duas reuniões com ciclistas e técnicos para verificação da viabilidade das propostas, bem como para captação de ideias e das necessidades urgentes dos usuários da bicicleta. Para quem não se recorda, Döll é membro da Comissão Pró-Segurança da SC-405, que pediu infraestrutura no Rio Tavares ao governo de Santa Catarina.

O Plano Emergencial de Mobilidade (PEM), constante do Plano de Governo, engloba em seu segundo item as seguintes propostas:

2. Valorizar a bicicleta

Esta já é a eleição das bicicletas. Nas maiores cidades do país, os principais candidatos a prefeito iniciaram suas campanhas com passeios ciclísticos.

Em Florianopolis, o uso das magrelas como transporte ou esporte é grande, em comparação com outras capitais, e crescente. Mas ainda está longe do seu potencial.

Neste item o PEM vai:

  • Triplicar as ciclovias e ciclofaixas da cidade, dos atuais 37 quilômetros para pelo menos 100 km.
  • Integrar as ciclovias num sistema único, bem projetado, sinalizado e seguro.
  • Criar a Fundação Pró-Bici dentro da Secretaria de Transporte e Mobilidade.
  • Construir bicicletários nos terminais urbanos e prédios públicos; estimular os bicicletários nas empresas.
  • Ofertar ônibus com capacidade para levar bicicletas.
  • Implantar experiências de aluguel de bicicletas e de bicicletas públicas gratuitas. Buenos Aires criou com sucesso um sistema assim. E ele já existe há 17 anos em Copenhague (que tem população semelhante a Florianópolis e também fica numa ilha). Lá, as bicicletas respondem por 36% do transporte urbano; e a meta da Prefeitura é chegar a 50% em 2015. No Brasil, as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Sorocaba estão seguindo o exemplo.

Na última reunião com ciclistas foram sugeridas 33 rotas para circulação de bicicleta, modificando substancialmente o mapa acima, englobando trechos importantes dos distritos de São João do Rio Vermelho, Ribeirão da Ilha e Pântano do Sul.

Carta de Compromisso com o Ciclista

Angela assinou a Carta de Compromisso com o Ciclista, da ViaCiclo.

Opinião: Bicicleta na Rua

A candidata muniu-se de vários dados atuais e propôs um plano de mobilidade bastante agressivo, mas viável técnica e financeiramente, inclusive adequando metas para compor prazos exequíveis. Foi a primeira candidata a propor algo próxmo ao que os estudos de 2004 indicavam ser necessário: a criação de um departamento que cuidasse da bicicleta, no plano de Angela transformado numa autarquia, o que confere o dinamismo necessário ao PEM.

As rotas ciclísticas foram trabalhadas com ciclistas: foram 33 prioridades na cidade, basicamente ao longo de grandes eixos de deslocamento. O conceito de bacias cicloviárias é um dos pontos que precisa ser melhor trabalhado, uma vez que novos estudos sobre essa questão indicam ser complementar a inclusão de pistas cicláveis em bacias cicloviárias.

De fato, a bicicleta é vista aqui no seu potencial intermodal com o transporte coletivo, através de bicicletários nos terminais e racks para traslado em ônibus, sendo uma das alternativas para melhorar a mobilidade urbana.

O estímulo à construção de bicicletários nas empresas deu certo em cidades com características próximas à Florianópolis, sendo ainda mais viável com a implantação das bicicletas coletivas.

A despeito do auxílio pedido aos ciclistas para a formulação dos projetos relativos à bicicleta, saiu-se realmente impressionado com a qualidade e viabilidade das propostas.

(Apoiado)

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