Publicado por: bicicletanarua | 12 dezembro 2009

Saiba como foi o Pedal Unificado pelo Clima

O Luiz Carlos Pereira, do Caminhos do Sertão, colocou um relato do Pedal Unificado na postagem “As mudanças climáticas e os ciclistas de Florianópolis”, do blogue Bicicleta na Rua, que vale a pena ser replicado:

“Queimar gasolina pra andar é contramão. Tua bunda fica mole e faz mal pro meu pulmão”. O termo andar, como sinônimo de se movimentar, tem sua máxima eficiência quando consegue mover o corpo com o menor consumo de energia possível. Mais eficiente é quando alia a eficiência energética à vantagem poética. Saúde na certa.

Pedalar pela minha cidade, durante a noite ou madrugada, não é novidade. Nos últimos 45 anos tenho conhecido e reconhecido cada trilha, cada rua, cada novo edifício, tão difícil de conhecer quem vive ali. Só mesmo passeando, de forma pacífica e desordeira, podemos interagir com as pessoas, chamando-as a uma visita relâmpago à janela mais próxima. E as luzinhas intermitentes, formam um visual, parecido com uma árvore de natal. Ou a bernuça, do boi de mamão.

O espetáculo vivo, composto de mais de cento e cinquenta almas libertas, circulou pelas vias principais da cultura da Cidade, seja na Ilha ou no Continente. Em alguns momentos, fomos abusados, quando fechamos as ruas, num arrastão de paz, porém impedindo a passagem de quem tem seus compromissos, e não teve a oportunidade de prever o nosso encontro. Nessas horas, o conflito se estabelece, pois a gente se esquece do direito de ir e vir do outro. Em outro momento, fomos por demais bem comportados. Eu sonhei em atravessar, mais uma vez, a Ponte Pedro Ivo por cima, apreciando ao máximo toda a beleza da nossa Ilha da Magia. No horário em que por ali passávamos, o movimento de veículos desatualizados era menos intenso. Poderíamos muito bem ter usado uma pequena fatia desta fita, que leva as pessoas depressa demais, para onde nem sempre sabem ou querem ir.

Mas, pela grandeza do passeio, conduzido pela estimada família Della Giustina e seus amigos, no qual tenho orgulho de pertencer, só temos a louvar a Nossa Senhora da Liberdade, pela oportunidade que nos ofereceu de compartilhar uma energia tão intensa, na busca pelo Envolvimento Sustentável. Espero que o passeio do mês que vem, já sugerido para o dia 23 de dezembro, possa ser mais intenso. E, quem sabe, se pedirmos autorização às autoridades, ganhemos o direito de passar por sobre a ponte, na hora da volta, pra comemorar a entrada na Ilha de forma apoteótica…

Huli Huli

Luiz Pereira

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